Netanyahu relaciona guerra contra o Irã a cenário profético e cita retorno do Messias
Em pronunciamento, premiê israelense menciona reconstrução do templo em Jerusalém e envia recado a lideranças do Irã e Hezbollah
REPRODUÇÃO/X/@NETANYAHU O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma declaração de impacto na última sexta-feira (13) ao associar a atual ofensiva militar contra o Irã a um cenário profético. Durante um pronunciamento público, ele afirmou que os conflitos em curso podem preparar o terreno para o "retorno do Messias".
"Chegaremos ao retorno do Messias, mas isso não acontecerá na próxima quinta-feira", declarou Netanyahu, em tom que mesclou política e expectativas religiosas ao falar sobre o futuro de Israel e as transformações no Oriente Médio.
O premiê mencionou que, para que esse cenário se concretize, seria necessária a reconstrução do antigo templo judaico em Jerusalém. Ele reconheceu que isso exigiria mudanças no local onde hoje estão o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, ambos considerados sagrados para o islamismo.
Netanyahu também avaliou que a campanha militar está trazendo resultados estratégicos para Israel. Segundo ele, a ofensiva está "remodelando o Oriente Médio" e fortalecendo a posição israelense na região. Durante o discurso, ele enviou um recado direto ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e ao chefe do Hezbollah, Naim Qassem, afirmando que não concederá "seguro de vida" a nenhum dos dois.
O líder israelense ainda sugeriu que a guerra pode criar condições para o fim do atual governo iraniano, embora tenha ponderado que a palavra final sobre o futuro político do país cabe ao povo do Irã.
As declarações aumentam a tensão já elevada no Oriente Médio, especialmente por envolverem locais de extrema sensibilidade religiosa. A Mesquita de Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do islamismo, e qualquer menção a alterações na área tende a gerar reações no mundo muçulmano.




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