Missionários evangelizam muçulmanos oferecendo reforço escolar no Sul da Ásia
Estratégia utiliza aulas para crianças de baixa renda como porta de entrada para compartilhar o Evangelho com famílias muçulmanas
Famílias muçulmanas têm conhecido Jesus através das aulas. (Foto: Ilustração/Unsplash/ AMONWAT DUMKRUT) No Sul da Ásia, uma estratégia simples, mas eficaz, tem aberto portas para o Evangelho entre famílias muçulmanas. Missionários do International Mission Board (IMB) estão utilizando centros de reforço escolar para crianças de comunidades de baixa renda como uma forma de se aproximar e compartilhar a mensagem de Jesus com pais que, de outra forma, dificilmente teriam contato com cristãos.
Segundo o missionário Crawford Kaiser, centros de aprendizagem são comuns na região. Aproveitando essa realidade, ele e sua equipe passaram a administrar um espaço de aulas particulares de baixo custo em um conjunto habitacional. À primeira vista, o local parece ser apenas um local de apoio educacional, mas funciona também como uma porta discreta para apresentar o Evangelho.
A estratégia evangelística é executada durante as visitas aos pais para relatar o desempenho dos alunos. É nesse momento que os missionários constroem amizade e confiança, abrindo espaço para conversas mais profundas sobre Jesus.
Foi assim que os professores Sam e Rita — cristãos de origem hindu — iniciaram relacionamento com Abbas e Aisha, um casal muçulmano que tem seis filhos matriculados no centro. Após ajudarem a família a lidar com o temperamento explosivo de Abbas, influenciado pelo álcool, os missionários passaram a compartilhar regularmente as Escrituras com o casal, utilizando histórias bíblicas em áudio que percorrem toda a narrativa da Bíblia, da criação ao retorno de Cristo.
"Cada episódio termina com duas perguntas: 'Pelo que podemos agradecer a Deus?' e 'Como isso nos leva a amar e adorar a Deus ainda mais?'", explicou Kaiser. As histórias despertam curiosidade, e muitas vezes as crianças começam a perguntar quem é Jesus, enquanto os adultos passam a refletir sobre a ideia de que a salvação não depende de rituais, mas de um relacionamento pessoal com um Salvador vivo.
Após alguns meses, Abbas passou um longo período sem beber. A transformação chamou a atenção da mãe de Aisha, que chegou a perguntar se poderia participar dos estudos bíblicos. Para Kaiser, o centro de reforço escolar tem sido uma ferramenta eficaz para alcançar pessoas que dificilmente teriam contato com o Evangelho.
No entanto, ele aponta que um dos maiores desafios continua sendo a falta de envolvimento de igrejas na evangelização. "A maior dificuldade aqui é a apatia da igreja em relação à evangelização. Estamos cercados por pessoas que acham mais fácil dar comida do que compartilhar o Evangelho. Estou muito feliz por ter parceiros que avaliam os riscos e permanecem a longo prazo", relatou.
Kaiser ora para que Abbas, Aisha e muitos de seus familiares se rendam a Jesus, e que o centro de reforço escolar alcance muitas outras famílias. "Quero que este lugar seja mais do que um espaço para a educação. Quero que seja um canal para o Evangelho", concluiu.




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