Pastor da IADPE cobra postura de homens que deixam sustento da casa só para a esposa
Presidente da Assembleia de Deus em Pernambuco, Ailton José Alves usou culto de doutrina para fazer alerta sobre provedoria e também criticou violência doméstica disfarçada de autoridade
Pastor Ailton José Alves durante culto - Imagem/Reprodução Instagram A cena aconteceu durante o culto de doutrina na sede da Assembleia de Deus em Pernambuco. No púlpito, o presidente da igreja, pastor Ailton José Alves, resolveu tratar de um assunto que, segundo ele, precisa ser dito sem rodeios: a acomodação de homens que ficam em casa enquanto a mulher segura sozinha as despesas do lar.
"Você tem que chegar com o seu pacotinho de macarrão", disparou o líder religioso, usando uma metáfora simples para ilustrar um princípio que ele defende como bíblico. Na visão do pastor, não importa se o salário é pequeno ou se a esposa ganha mais. O essencial é que o homem também se movimente para contribuir. "O homem se sente honrado quando faz a sua parte", completou.
A fala do presidente da IADPE não foi um ataque isolado. Ela veio acompanhada de uma distinção importante. Ailton José Alves aproveitou para corrigir o que chamou de interpretação errada sobre "governar bem a casa". Para ele, muitos têm usado essa passagem bíblica como justificativa para violência e opressão. "Governar bem é quando provê para a necessidade do povo", explicou, deixando claro que espancar ou humilhar não tem qualquer respaldo nas Escrituras.
O pastor também fez questão de abrir exceções. Ele reconhece que desemprego involuntário e problemas graves de saúde são situações à parte, que merecem acolhimento e não condenação. O alvo da crítica, segundo ele, é a omissão voluntária.
A fala do líder da Assembleia de Deus em Pernambuco reacendeu discussões sobre os papéis dentro do casamento cristão, a valorização do trabalho masculino e os limites da autoridade conjugal. Em tempos de novas configurações familiares, a posição dele escancara uma preocupação que ainda ecoa forte em setores mais conservadores da igreja evangélica brasileira.




COMENTÁRIOS