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Maceió,12/05/2026

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    Pastor diz que mulher deve "rastejar" se marido mandar e declaração causa polêmica nas redes

    Vídeo de 2023 do pastor Aldery Nelson Rocha, da Assembleia de Deus, voltou a circular e dividiu opiniões; fala é criticada por grupos de defesa das mulheres


    Pastor diz que mulher deve Reprodução/Web

    Mesmo sendo antigo, um vídeo do pastor Aldery Nelson Rocha, da Assembleia de Deus, tornou-se o centro de uma intensa polêmica nas plataformas digitais nesta semana. Durante uma pregação focada em relacionamentos conjugais, realizada em 2023, o religioso defendeu que a submissão feminina deve ser absoluta, chegando a afirmar que a esposa deve obedecer ao marido "até rastejando", se assim for ordenado.


    De acordo com a argumentação apresentada por Rocha no vídeo, esse nível de obediência seria o pilar necessário para a preservação do matrimônio. A declaração, no entanto, não passou despercebida e rapidamente dividiu a opinião pública, gerando grande repercussão nas redes sociais.


    Nas plataformas digitais, o tom das discussões é de polarização. De um lado, fiéis e seguidores defendem a fala do pastor, argumentando que sua visão está fundamentada em interpretações específicas de textos bíblicos sobre a submissão da esposa ao marido. Do outro, uma expressiva parcela de internautas e grupos de defesa dos direitos das mulheres repudiam o conteúdo, classificando-o como desumano e um incentivo a comportamentos abusivos e violentos dentro do ambiente doméstico.


    Teólogos e líderes religiosos também se manifestaram sobre o caso. Alguns ponderaram que o texto bíblico aborda a submissão como um ato de respeito e cooperação mútua, não como uma imposição unilateral ou humilhante. Outros reforçaram que o amor de Cristo deve ser o modelo para o relacionamento conjugal, baseado no sacrifício, no cuidado e na reciprocidade, não na obediência cega ou na imposição de vontades.


    Até o momento da publicação, o pastor Aldery Nelson Rocha não se manifestou oficialmente sobre a nova repercussão de suas declarações. O vídeo, no entanto, continua circulando e alimentando o debate sobre os limites da submissão feminina no contexto cristão contemporâneo.




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