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Maceió,04/05/2026

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    Marcelo Crivella protocola projeto que institui o Estatuto da Liberdade Religiosa na Câmara

    Proposta busca consolidar em um único marco legal as garantias para o livre exercício da fé e proteção contra discriminação religiosa no Brasil

    Redação Eixo Gospel com Gospel+
    Marcelo Crivella protocola projeto que institui o Estatuto da Liberdade Religiosa na Câmara Deputado federal Marcelo Crivella - Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Marcelo Crivella protocolou na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 1.093/2026, que propõe a criação do Estatuto da Liberdade Religiosa. A iniciativa, apresentada à Mesa Diretora, tem como objetivo reunir em um único marco legal as garantias fundamentais para o livre exercício da fé no país.


    De acordo com o texto, o estatuto busca tornar mais explícitas e sistematizadas as proteções já previstas na Constituição Federal. A proposta consolida princípios e direitos voltados à proteção de indivíduos, igrejas e organizações religiosas, oferecendo, segundo o autor, maior segurança jurídica para a prática religiosa tanto em espaços públicos quanto privados.


    Na justificativa que acompanha o projeto, Crivella destaca que a medida pode contribuir para fortalecer o respeito e a convivência harmoniosa entre diferentes crenças. A iniciativa, segundo o deputado, também busca valorizar "a diversidade de convicções presentes na sociedade brasileira".


    O projeto agora segue para análise nas comissões temáticas da Câmara antes de ser submetido à votação em Plenário. Caso aprovado, o estatuto estabelecerá regras mais detalhadas para garantir a liberdade de culto e a proteção contra discriminação religiosa.


    Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e já exerceu mandato como senador e como prefeito do Rio de Janeiro, enfrentou no passado questionamentos judiciais relacionados ao uso da máquina pública para favorecimento de grupos religiosos. Em 2018, a Justiça fluminense o proibiu de privilegiar categorias religiosas ou utilizar espaços públicos para discursos de cunho religioso, decisão que buscava assegurar a laicidade do Estado. Na ocasião, episódios como o "Café da Comunhão", realizado no Palácio da Cidade, foram alvo de ações do Ministério Público por suposto desvio de finalidade e uso eleitoral da estrutura municipal.




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